
...Embarcando:
Convido-os a um passeio pelo tempo e espaço, coisa que, ao menos por enquanto, só a literatura é capaz de nos oferecer, seja ela lírica ou científica. Um passeio muito especial que nos levará ao encontro de nosso passado para que num futuro não muito distante sejemos capazes de situar com muita propriedade que “encontro de raças” foi esse que nos ofereceu uma indentidade única, porém diversa que é a do brasileiro.
Dois autores propõem uma introdução à história do que consideram como a África Atlântica, Priore e Venâncio em 2004 publicam bela obra acerca desse conceito. Como historiadores, propõem articular a formação da África Atlântica com o Brasil, ressituando assim nossa história. Não ao acaso, o título do seu livro é Ancestrais.
A rota do Atlântico, inaugurada a partir do século XVI, dá início à produção, em escala mundial, de uma mercadoria muito específica – o homem. A invasão do Novo Mundo pelos europeus cria o mercado consumidor, o continente africano o produtor.
O comércio de almas que daí se desdobra, o tráfico de escravos, talvez o maior crime contra a humanidade já visto, contudo, não foi capaz de aplacar a riqueza intelectual, cultural e espiritual dos homens e mulheres que dele foi vítima durante os séculos de exploração no continente africano.
Reza a lenda que aqueles que vinham sequestrados para o Brasil, antes eram obrigados a dar três voltas em torno da Árvore do Esquecimento para que deixassem pra trás sua identidade, sua nação, sua história. Assim, embarcavam para uma viagem de meses armazenados em porões de navios, os Navios Negreiros tão bem descritos por Castro Alves...
Convido-os a um passeio pelo tempo e espaço, coisa que, ao menos por enquanto, só a literatura é capaz de nos oferecer, seja ela lírica ou científica. Um passeio muito especial que nos levará ao encontro de nosso passado para que num futuro não muito distante sejemos capazes de situar com muita propriedade que “encontro de raças” foi esse que nos ofereceu uma indentidade única, porém diversa que é a do brasileiro.
Dois autores propõem uma introdução à história do que consideram como a África Atlântica, Priore e Venâncio em 2004 publicam bela obra acerca desse conceito. Como historiadores, propõem articular a formação da África Atlântica com o Brasil, ressituando assim nossa história. Não ao acaso, o título do seu livro é Ancestrais.
A rota do Atlântico, inaugurada a partir do século XVI, dá início à produção, em escala mundial, de uma mercadoria muito específica – o homem. A invasão do Novo Mundo pelos europeus cria o mercado consumidor, o continente africano o produtor.
O comércio de almas que daí se desdobra, o tráfico de escravos, talvez o maior crime contra a humanidade já visto, contudo, não foi capaz de aplacar a riqueza intelectual, cultural e espiritual dos homens e mulheres que dele foi vítima durante os séculos de exploração no continente africano.
Reza a lenda que aqueles que vinham sequestrados para o Brasil, antes eram obrigados a dar três voltas em torno da Árvore do Esquecimento para que deixassem pra trás sua identidade, sua nação, sua história. Assim, embarcavam para uma viagem de meses armazenados em porões de navios, os Navios Negreiros tão bem descritos por Castro Alves...