
...Um Rio com favelas, e com trabalho pra todos...um Rio com orgulho da sua memória sem vergonha de ser negro, de ser mestiço, onde as pessoas convivam melhor entre elas, onde aquele bom-humor, aquele sorriso, aquele espírito do Carioca possa prevalecer. Todos fazemos a cidade ser o que é. Ela é um bem de todos.
Não tenhamos vergonha de sermos o que somos! Nascemos nesse lugar desejado por todos, desde que foi descoberto! Sempre há tempo de despertar! O Rio é de todos porque o planeta é de todos! Mas nós que aqui vivemos, de cima desta terra, destas praias, destas, matas, e deste céu aníl, de sol radiante que nos ilumina, temos que celebrar e proteger nossa casa, esse patrimônio da humanidade. Quem sabe o futuro político do mundo? Quem sabe... Quem sabe o futuro? Os doutores na tal globalização, disseram que o mundo se unificaria. Dependíamos para isso de algo que diminuísse a distância fisica , real entre nós, e hoje existe a internet, os supersônicos, e os estratosféricos, e diversos meios que aceleram, e encurtam as distâncias. Virtualmente hoje quase podemos nos tocar. Até casaco que abraça via torpedo SMS já existe!
Eu me propus a escrever aqui sobre Capoeira também, e sei quem tem quem esteja esperando por isso, perdoe-me mas, toda vez que penso Capoeira, penso Brasil, penso na nossa cidade, e vendo daqui de longe a situação atual da cidade me dá uma mistura de indignação e saudades, alegria e tristeza ao tempo... E realmente me fez achar que a cidade do Rio também está sentindo o mesmo conflito em suas entranhas. Ricos e pobres vivendo misturados, o “asfalto” e os morros se entremeam, as empregadas dos moradores de São Conrrado, são as moradoras da Rocinha logo ali em frente. Devia chamar Roção! Ou Fazenda mesmo! A Fazendinha tá bem assim mesmo... O governo do Estado anuncia a incorporação de novo efetivo, aumento no número de policiais! Que não são os filhos das madames, de São Conrrado, nem da Barra... Nem de bairro nehum, já que no Rio em todas as regiões observa-se essa dicotomia. O novo efetivo vem do povo mesmo. O mesmo morador da favela, ou o habitante do “asfalto”, hoje trabalhador praticamente em iguais condições. Continuamos todos escravos, de nossos próprios hábitos culturais, de nossa própria maneira de ser. Como diz o Marcelo D2 naqueles versos “ Você quer sair do gueto mas, a sua mente é o gueto!”
Para mim praticar, ensinar, ser, Capoeira está diretamente ligado à hitória da minha cidade e do meu povo, do Brasil. Não tem como fechar os olhos, para a realidade que me aparece nos livros, nos jornais, na voz das testemunhas oculares, etc. A Capoeira surge na cena como ânsia de liberdade de um povo que já estava vias de formação de suas bases étnicas, culturais. A força do sentimento da compaixão humana é o suficiente para inflamar os sentimentos de qualquer um que possa ler estas linhas. Aquele que se transtorna , frente ao sofrimento outro ser humano, e sente-se indignado, triste, com raiva, o que seja, mas que sinta espelho na dor alheia , sabe do que eu falo.
A Capoeira nasceu desse sentimento, multiplicado por muito na pele, daqueles que nos deram origem. Porém ainda hoje o homem luta contra a escravidão de seu corpo, e de sua alma. Luta contra a sua própria sanha assasina, contra a sua própria contradição quanto ser civilizado, racional, e seu lado animal, instintivo. Hoje para mim um dos papéis que a Instituição Capoeira compreende, é com o seu papel social. Sem nehuma sombra de dúvidas, o simples fato de ensinar a Capoeira em uma associação de uma favela, num parque público, num terreno baldio, ou até mesmo, na praia (que no Rio só sofrem) ou, em um pedaço de calçada vazio num domingo de sol, como já vi por ai, é motivo de mérito. Não precisa de mais nada. A Capoeira por si mesma, por hábito cultural, por ideologia de um povo que lutou, e continua lutando pela liberdade, fará sua parte, e operará o milagre! Alterando as chances desse menino ou menina, que se depara com esta realidade que herda de nós.Deveríamos ter sempre isto em mente. Na medida que puder, irei relacionando, os fatos históricos significativos de nossa história Carioca, e brasileira com fatos atuais e, inserindo nesse contexto a Capoeira. O olhar de um capoeira não capoeirísta. Capoeira é todo aquele que nasce nessa terra do Brasil, nessa nação com quase 200.000.000 de habitantes, em sua maioria esmagadora, descendentes, de sulamericanos, africanos, europeus, orientais... Quatro continentes que se partiram, uma raça, a humana, diversos estilos e ritmos, diversas gingas, desse mundo roda!
(“Sou a minoria mas pelo menos falo o quero apesar da: Repressão!” É para a sua proteção...)
Não tenhamos vergonha de sermos o que somos! Nascemos nesse lugar desejado por todos, desde que foi descoberto! Sempre há tempo de despertar! O Rio é de todos porque o planeta é de todos! Mas nós que aqui vivemos, de cima desta terra, destas praias, destas, matas, e deste céu aníl, de sol radiante que nos ilumina, temos que celebrar e proteger nossa casa, esse patrimônio da humanidade. Quem sabe o futuro político do mundo? Quem sabe... Quem sabe o futuro? Os doutores na tal globalização, disseram que o mundo se unificaria. Dependíamos para isso de algo que diminuísse a distância fisica , real entre nós, e hoje existe a internet, os supersônicos, e os estratosféricos, e diversos meios que aceleram, e encurtam as distâncias. Virtualmente hoje quase podemos nos tocar. Até casaco que abraça via torpedo SMS já existe!
Eu me propus a escrever aqui sobre Capoeira também, e sei quem tem quem esteja esperando por isso, perdoe-me mas, toda vez que penso Capoeira, penso Brasil, penso na nossa cidade, e vendo daqui de longe a situação atual da cidade me dá uma mistura de indignação e saudades, alegria e tristeza ao tempo... E realmente me fez achar que a cidade do Rio também está sentindo o mesmo conflito em suas entranhas. Ricos e pobres vivendo misturados, o “asfalto” e os morros se entremeam, as empregadas dos moradores de São Conrrado, são as moradoras da Rocinha logo ali em frente. Devia chamar Roção! Ou Fazenda mesmo! A Fazendinha tá bem assim mesmo... O governo do Estado anuncia a incorporação de novo efetivo, aumento no número de policiais! Que não são os filhos das madames, de São Conrrado, nem da Barra... Nem de bairro nehum, já que no Rio em todas as regiões observa-se essa dicotomia. O novo efetivo vem do povo mesmo. O mesmo morador da favela, ou o habitante do “asfalto”, hoje trabalhador praticamente em iguais condições. Continuamos todos escravos, de nossos próprios hábitos culturais, de nossa própria maneira de ser. Como diz o Marcelo D2 naqueles versos “ Você quer sair do gueto mas, a sua mente é o gueto!”
Para mim praticar, ensinar, ser, Capoeira está diretamente ligado à hitória da minha cidade e do meu povo, do Brasil. Não tem como fechar os olhos, para a realidade que me aparece nos livros, nos jornais, na voz das testemunhas oculares, etc. A Capoeira surge na cena como ânsia de liberdade de um povo que já estava vias de formação de suas bases étnicas, culturais. A força do sentimento da compaixão humana é o suficiente para inflamar os sentimentos de qualquer um que possa ler estas linhas. Aquele que se transtorna , frente ao sofrimento outro ser humano, e sente-se indignado, triste, com raiva, o que seja, mas que sinta espelho na dor alheia , sabe do que eu falo.
A Capoeira nasceu desse sentimento, multiplicado por muito na pele, daqueles que nos deram origem. Porém ainda hoje o homem luta contra a escravidão de seu corpo, e de sua alma. Luta contra a sua própria sanha assasina, contra a sua própria contradição quanto ser civilizado, racional, e seu lado animal, instintivo. Hoje para mim um dos papéis que a Instituição Capoeira compreende, é com o seu papel social. Sem nehuma sombra de dúvidas, o simples fato de ensinar a Capoeira em uma associação de uma favela, num parque público, num terreno baldio, ou até mesmo, na praia (que no Rio só sofrem) ou, em um pedaço de calçada vazio num domingo de sol, como já vi por ai, é motivo de mérito. Não precisa de mais nada. A Capoeira por si mesma, por hábito cultural, por ideologia de um povo que lutou, e continua lutando pela liberdade, fará sua parte, e operará o milagre! Alterando as chances desse menino ou menina, que se depara com esta realidade que herda de nós.Deveríamos ter sempre isto em mente. Na medida que puder, irei relacionando, os fatos históricos significativos de nossa história Carioca, e brasileira com fatos atuais e, inserindo nesse contexto a Capoeira. O olhar de um capoeira não capoeirísta. Capoeira é todo aquele que nasce nessa terra do Brasil, nessa nação com quase 200.000.000 de habitantes, em sua maioria esmagadora, descendentes, de sulamericanos, africanos, europeus, orientais... Quatro continentes que se partiram, uma raça, a humana, diversos estilos e ritmos, diversas gingas, desse mundo roda!
(“Sou a minoria mas pelo menos falo o quero apesar da: Repressão!” É para a sua proteção...)