24.1.07

CAPOEIRA (versos, conceitos, e teorias)

CAPOEIRA (versos, conceitos, e teorias)

Minha boca é uma cabaça viola que “vira” frenética, improvisadora, todo o tempo.
Minha cabeça está mais para uma cabaça média. Vai marcando o ritmo, hora sobressai com uma improvisação, outra hora não a percebem, mas está ali fazendo a base da marcação, pra sempre, até o fim. Já meu coração, Esse sim! Um gunga, grave, retumbante, de respeito. Com grande ressonância! (Tum, tum tá, tum... Tum tá! Dom, dim dom, dim... Estás tú? Risos) Meu ritmo interno me fala, me faz vibrar! Sou uma orquestra de Capoeira, brasileiro, Carioca da gema! Como se diz.

Quando meu trio de cabaças ecoa, meu corpo se enverga, meus cabelos de arame se estiram, meus braços-baqueta, erguem-se num movimento misto de graça, leveza e técnica. - “Menino quem te ensinou...” - Meu par de pernas e pés querem correr! – “...A beleza...” - Saltar, brincar e dançar! – “...De dançar dentro da briga?” - Sinto-me alegre! A Capoeira é assim um gozo, um tesão. Quando os fatores convergem, bem da verdade.

Tem que ter tesão de vida! Outro assunto: Somaterapia. Que envolve a Capoeira em seu processo – revolucionário, libertário. Mais adiante falamos. Em todo caso: SOMA. (Know about it)

“A Capoeira liberta seu corpo e sua mente. Pratique, seja Capoeira! Há muitas maneiras... Busque! Sinta a fluidez, e a energía. E faça parte da busca por uma melhor qualidade de vida, física, mental, espiritual, e social.”

A Capoeira não é uma solução, é apenas um meio pelo qual chegar a ela. A solução, criaremos nós. Juntos em pensamento, e iniciativa. Basta uma pitada de atenção, reflexão, e uma xícara de atitude positiva, para começar. Misture bem, o que leu, na sua cabeça, deixe escorrer para esse corpo, enquanto abre uma ginga esperta e sorridente. Aumente o som, (limpe bem os ouvidos se necessário!). Conecte-se em Douby-Sourround, Estereo, ou “coisa que o valha”. Mantenha seu corpo e mente em atividade! Leia, escreva, discuta. Gingue sozinho, veja vídeos, sugira, comente.

Lembre-se: Os patrimônios são da humanidade, e a “grande busca” também. Não se acanhe. Niguém é dono da verdade. E a verdade? Com essa "olho-vivo" pois até mesmo, é difícil sabermos, se possuímos de verdade a nossa própria.

Tenho pensado em pra quem escrevo, e, em quem me lê. Há uma grande diferença entre os dois. Não escrevo pra um, nem pra outro. Seria mais “pra gente”, mesmo. Seguir sendo eu mesmo, um que busca ter opiniões e conceitos próprios, mas sabedor que sem o mundo a minha volta, não posso manifestar-me, e sem a resposta do mundo que vejo, não existo quanto ser social. Alguns dizem que o ser humano, não se dissocia do social. Concordo e acrescento que, o exercício de abstração ao grupo social é fundamental, para situar-se no “processo”.

Bem da verdade, é que nesse momento, minha teoria da vida, - a qual andei discutindo com Escher, (M.C. ESCHER) recentemente. - Diz que a mesma é dinâmica e urgênte!

“Aqui desta pequena tábua no meio da imensidão, posso ver pequenos pontos ao meu redor. Seriam outros, com tábuas? É o que me parece, enquanto o Sol ilumina, antes que a luz da lua lhes confira outro peculiar aspecto. Talvez se eu fosse até um deles, pudéssemos ir a um outro, e depois mais outro, e com nossas tábuas construir algo útil. – Ei! Psiu! Alôôôôu você aí...”

Fuizis!

Caíto Telles Rudge