6.4.10

Tombamento de centros de candomblé no Rio de Janeiro


Rio pode ter terreiros de candomblé na lista de patrimônio nacional

Agência Brasil

RIO - Depois da Bahia, o Rio de Janeiro pode ser o segundo estado brasileiro a ter terreiros de candomblé incluídos na lista de patrimônio imaterial histórico nacional. Trinta e dois centros onde a religião afro-brasileira é praticada há mais de 30 anos já foram mapeados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e dois deles já estão em processo de tombamento.

Os resultados do inventário que vem sendo feito pelo Iphan há quatro anos serão apresentados no 1º Fórum dos Terreiros de Candomblé do Rio de Janeiro, que será realizado hoje e amanhã na sede da Superintendência do instituto, no Centro do Rio. No evento, serão discutidas ainda as medidas a serem adotadas para a preservação dos terreiros, que, segundo o superintendente do Iphan no Rio, Carlos Fernando Andrade, podem ser de ajuda financeira ou de realização de oficinas.

Andrade explicou que as religiões com matriz africana, como é o caso do candomblé, interessam ao Iphan para deixar registrado na memória do país esse tipo de expressão cultural, desde a manifestação de um orixá, as cantigas, suas comidas e suas formas de dançar. Por isso, disse ele, "nesse levantamento usamos uma metodologia que chamamos de Inventário Nacional de Referência Cultural e agora vamos trabalhar um plano de salvaguarda para a preservação dessa cultura".

"Estamos tratando o candomblé como uma questão cultural e não religiosa. Assim, a noção de patrimônio imaterial passa pela questão dos saberes, das crenças, das festas, da mesma forma como trabalhamos a Festa do Divino, em Paraty, e a Congregação de São Benedito, em Angra dos Reis, ambas no sul do estado do Rio", acrescentou.

25.3.10

O que Será? (Chico Buarque)



O que Será? (Chico Buarque)

E todos os meu nervos estão a rogar
E todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo

O que será que lhe dá
O que será meu nego, será que lhe dá
Quando não lhe dá sossego, será que lhe dá
Será que o meu chamego quer me judiar
Será que isso são horas dele vadiar
Será que passa fora o resto da dia
Será que foi-se embora em má companhia
Será que essa criança quer me agoniar
Será que não se cansa de desafiar
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de um folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem juízo

9.3.10

Dos continentes en una Yamaha

reprodución

De la sesión Dos Continentes en una Yamaha

Se pueden unir dos continentes a través de un órgano eléctrico Yamaha? Hace unas noches, Andrés Baka y Laura Pedreira nos demostraron que sí es posible.

Andrés Baka es un pianista africano de larga carrera y fuerte presencia en el antiguamente castizo barrio de Lavapiés. Laura Pedreira es, por ahora, discípula de este maestro y va camino de ser una maestra también. Y ambos, tocando juntos hace unas noches en nuestra asociación, nos demostraron que esto era posible.

Y lo hicieron 'regalándonos' un concierto de esos que no se olvidan. Fue de una más de esas noches inolvidables que este fotógrafo dejó registrada en estas fotos y que todo aquel que desee puede vivir (o revivir) en Pipo, la Asociación Cultural donde "Otro Mundo es posible", en la Travesía de la Primavera 3, local (justo al lado del Café Barbieri)

Besos y abrazos para tod@s

ps: y gracias a Martín Saracini por darle "el toque de color" justo y necesario a esta gran noche musical, con sus cuadros, actualmente en exposición en nuestra asociación